quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

São Valentim


Acordei cedo, o sol já anunciava o dia quente que estava por fazer. Depois do café fui até o portão espiar a rua. Noto, então, um papel em tom avermelhado na caixa de correio. Apresso-me a pegá-lo! Puxa, quem teria me escrito em um papel rubro? Cheia de expectativa aperto meus olhos contra a fresta da caixinha e o vejo: é um coração. Corro dentro de casa e pego a chave e assim, apodero-me daquele papel tão delicado, e o tomo em minhas mãos. Apenas uma frase: Feliz dia de São Valentim. 
Suspiro....

E quando você percebe que não é o alguém de ninguém?

(Dedicado a http://laurel-s.blogspot.com.br/)

Carnaval.


O cara mais bonito do bloco beijou o segundo mais bonito. Enquanto isso, uma colombina se esbaldava aos beijos e abraços com uma bailarina. O smurf apertou a bunda de Jesus Cristo, que achou muita graça: eram amigos. O rapaz estava de vestido rosa colado ao corpo e batom, dançando como se não houvesse amanhã: a namorada, por sua vez, divertia-se com a cena, e trazia latinhas de cerveja para refrescar o calor. Pessoas cantavam, beijavam, abraçavam, riam. Crianças fantasiadas correndo de um lado a outro, quase que dizendo aos pais: "me deixem brincar o carnaval". Alguns ainda tão pequeninos que precisavam do apoio nas duas mãos para caminhar, uma caminhada um tanto trôpega, mas com uma direção: as pessoas, as fantasias e a música. Idosos balançavam efusivamente os braços das janelas de seus apartamentos - uma tirando fotos com um Ipad! (E viva a modernidade!). Muitos, porém, juntaram-se a massa e brincavam nos blocos, percorrendo ruas e ruas atrás de diversão. E em cada esquina, em cada praça, em cada cantinho da cidade lá estava um pedacinho do carnaval. Desse jeito mesmo: simples, colorido, bonito, meu, seu, um pouco de cada um de nós.