segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Dos desejos

Eis que chega a hora de desejar. Algo que ao mesmo tempo, dá gozo e assusta. Coisas dessas que você quer mas não sabe se deve, se é capaz, se é hora. Aliás, qual a hora certa de se realizar um desejo?
Eu não sei, mas  poucas vezes na vida esperei muito tempo para realizar algum.
E no processo de sair da hibernação que vivi nas últimas semanas, permito-me desejar. Mas é um desejo ainda frouxo, sem dimensão concreta, como um vulto, um assombro, algo que paira no ar. É volúvel, mas não frágil. Ao contrário, é um desejo arrebatador, que vem dos mais profundos espaços perdidos em mim.
É meu, é só meu, é todo meu. 
Ainda não sei exatamente o que fazer com ele, mas graças a este desejo tão relevante, eu sei que eu estou viva.