domingo, 10 de abril de 2011

Os últimos minutos.


Estavam ali, os dois, sentados em um banco de praça. Após muitos anos de vida em comum parecia que o fim era inevitável. Já haviam tirado as alianças e ele já estava morando em um hotel simples, mas confortável. Entraram em um consenso de que ela ficaria com o cachorro e com toda a mobília. Ele não fez questão de muita coisa, apenas de alguns objetos pessoais e de seus livros. Mesmo sabendo que já não havia mais amor naquela relação ela não entendia como um casamento tão bonito acabara assim. Ele não procurava entender, preferia não pensar sobre. O relógio marcava 08:45 da manhã, transeuntes corriam pelas ruas, a cidade estava a todo vapor. A hora estava chegando. Buscavam assuntos aleatórios para passar o tempo, evitando qualquer questão que pudesse desencadear uma conversa sobre o que estava acontecendo. Ela olhava para as unhas, ele para os sapatos. Ela pensava no que fazer com o espaço que ele deixara em casa, ele pensava que um homem digno não poderia viver em um hotel por muito tempo. Um senhor bem vestido parou diante de uma porta de ferro do outro lado da rua e a abriu. Correram apressados . Enfim o cartório estava aberto. 

segunda-feira, 4 de abril de 2011

O mundo em um docinho.

Eu queria um mundo mais doce, com mais calda de chocolate, caramelo e morango. Um mundo com suspiro e côco ralado. Com casinhas de biscoito recheadas com creme de avelã. O solo poderia ser de algodão doce, os rios de baunilha e o céu de sorvete. Nesse mundo todos seriam felizes e a única preocupação seria cuidar para que tanta felicidade continuasse inabalável até o fim dos dias.
FIM